sábado, 13 de setembro de 2008

Mundo Bizarro

Trabalhador vai à justiça e diz que "pegou" fimose no trabalho.

Willian Novaes - Diário de SP

SÃO PAULO - Os trabalhadores entram com processos na Justiça pelos mais variados motivos, como cobrança de adicional de insalubridade, horas extras ou doenças ocupacionais. Mas em Goiânia (GO), a 8ª Vara do Trabalho recebeu uma ação inusitada. Um ajudante-geral foi demitido e não pensou duas vezes: processou a empresa por ter "adquirido" fimose no ambiente de trabalho. Segundo ele, a doença se agravou porque carregava peso diariamente. Além disso, o trabalhador alegou que tem problemas no joelho e também cobrou acúmulo de função.

Em sua sentença, o juiz Platon Teixeira de Azevedo Neto foi incisivo: "é evidente que fimose não tem qualquer relação com o trabalho, jamais podendo ser caracterizada como doença ocupacional".

O juiz foi mais longe: "como ninguém deve deixar o pênis exposto no trabalho, não pode haver relação entre o citado membro e o labor desempenhado na empresa".

O juiz Azevedo Neto ainda ressaltou que "é impossível alegar que o problema no membro atingido pudesse provocar perda ou redução da capacidade para o trabalho, já que o 'dito cujo' não deve ser usado no ambiente de trabalho".

O ajudante-geral não respondeu a processo por litigância de má-fé, porque o magistrado foi generoso "embora beire às raias do absurdo a alegação autoral, entendo que condenar o reclamante em litigância de má-fé somente aumentaria ainda mais o seu desespero".

O trabalhador foi condenado a pagar as custas do processo, de R$ 106,98, e perdeu as outras duas reivindicações.

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