Ois e olás,
Estou de volta! O congresso regional da American Society of Microbiology em Harrisonburg, VA foi muito bom. Minha apresentação foi bem elogiada, e minha chefa está "proud of me", ou seja: missão cumprida! O mais legal desse congresso foi o Keynote speaker, Arturo Casadeval, da New York University. Ele trabalha com fungos como modelo para entender o que é virulência, patogenicidade e no fundo, o que é ser um patógeno. Certamente uma das melhores conferências que eu já assisti na minha vida. Aquelas confêrencias que você assiste e sua cabeça começa a trabalhar imediatamente aplicando os conceitos apresentados ao seu trabalho. Sem contar que ele é simpático e acessível para conversar. Resumindo, a sexta-feira foi digna de registro.
Harrisonburg é cidade da James Madison University, onde rolou o congresso. Uma cidade pequena encravada nas montanhas. Como foi maravilhoso ver montanhas após de 3 meses de planícies!!! E como é lindo ver montanhas com árvores de tudo que é cor! Vocês já devem estar se perguntando: "cadê as fotos???" Pois é, esqueci a máquina em casa...pelo menos minha memória está agraciada com a beleza que presenciei. Mas não fiquei tão revoltados, eu comprei uma máquina descartável e tirei fotos, mas tenho que levar para revelar (por sinal, como é ruim usar máquina digital, não é?). Depois do congresso eu, Melissa e seu marido saímos para explorar a região, que é famosa por dois marcos naturais: a Nature Bridge e as cavernas. Nature Bridge é literalmente uma ponte feita de pedra NÃO FEITA pelo Homem, onde uma rodovia passa por cima. Realmente lindo, vc verão as minhas fotos, ou podem bisbilhotar o site http://www.naturalbridgeva.com/bridge.html que mostra o quanto pitoresco é este lugar, que foi comprado do Rei George da Inglaterra por Thomas Jefferson. As cavernas: nós fomos na caverna mais profunda da costa leste dos EUA, na qual descemos o equivalente a 34 andares (dá pra sentir os estalos no ouvido) para ver as lindas estalactites e estalagmites e muitos morcegos dormindo. É o melhor: a caverna não foi artificializada como as famosas cavernas de Luray (no norte da VA), ou seja pavimentação é quase zero, sem ar condicionado dentro da caverna (fazia um baita frio dentro dela por sinal). Muito linda e vale a pena conhecer! Loraine precisa visitar e comprarar....Luray fica no chinelo. A parte legal é quando se chega a parte mais baixa da caverna e a guia anuncia que vai apagar as luzes. Breu absoluto, óbvio! O que me fez pensar nas pessoas explorando aquilo pela primeira vez. Fascinante! Um problema básico é minha altura! Tive que ficar andando corcunda por 45 minutos! Espeleologia não dá pra ser meu tipo de trabalho nunca! Tirei fotos, mas tenho que revelar o filme, mas o site que ilustra um pouquinho a beleza do lugar é http://www.naturalbridgeva.com/caverns.html . Nem tudo é maravilha em Natural Bridge, VA (sim, este é o nome da cidadezinha). Uma das atrações é tão tosca!!! É Foamhange, uma réplica de Stonehange feita de ..... isopor!! Sim, isopor, daqueles mais densos, quase uma esponja gigante....ridículo de doer! Como estava com a máquina descartável, não gastei fotos numa coisa tão tosca! E me recuso a postar um link para mostrar tamanha imbecilidade!!!
Depois destas aventuras fui para a cidade de Farmville, onde fiquei uma noite na casa de Melissa, Eric e seus adoráveis cães Golden Retrievers. Como é bom ter um cachorro por perto, a saudade da Shiva e da Zizi apertou! Acho que ano que vem comprarei um cão, não terá jeito! Ficamos lá jogando Nintendo Wii e conversando, me sentindo em casa por conta da fantástica hospitalidade de meus amigos. Saímos pra jantar na pequenina cidade e hoje regressei para Richmond, com aquela sensação boa de estar de volta ao Lar Doce Lar, depois de um agradável e produtivo final de semana nas montanhas de Countryside Virginia, cheia e repleta de fazendas, com bois pastando, silos cheios de cereais, lindos visuais e grandes amigos.
5 comentários:
fala ,bruno...
so vejo vc passeando pra cima e pra baixo dos EUA, indo para festivais de sopas....agora trabalhar q eh bom nada..... isso eh q eh posdoc, heheh
Pois é....aqui nos EUA se toma sopa e passeia-se. Já no Brasil, os congressos são recheados de orgias etílicas...heheheh
Deve ser melhor ser posdoc no Brasil mesmo!!!
Hahahaha.. aqui o máximo que eu tenho é cerveja pós trabalho na sexta. Detalhe, às 19h, quando TODOS ainda estão no lab..
Bruno
um cão? Isso é uma relação de longo prazo = vc vai ter que ensinar ele a falar português! Ou vc pensa que vai fiacar aí a vida toda? "Nós num é cachorro não", pra vc largar a gente aqui em definitivo!
A passagem aérea do cão só custa 150 dólares. Esse não é o problema! O problema é uma vaguinha pra mim por aí...heheh
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