quarta-feira, 25 de abril de 2012

Política, parte 1: por aqui

2012 é ano de eleições presidenciais nos EUA! Isso não é novidade na verdade, mas eu ainda não dei meus two cents sobre este assunto. Há quase 4 anos atrás (uau....de fato já fazem quase 4 anos que estou aqui direto) Obama e John McCain lutavam pela presidência que estava economicamente, moralmente e politicamente destruída graças ao ex-governador do Texas (e morador de Dallas) George W. Bush. Como era de se esperar o democrata venceu de lavada (dentro do bizarro sistema eleitoral americano). Nestes 3 anos e meio, Obama de fato não fez milagre, mas colocou o país no eixo para tentar se recuperar da 2a maior crise econômica da história. Mas essa recuperação bate em um dos princípios malucos da sociedade estadunidense: o papel do Estado na vida do cidadão.

O Americano (Homo sapiens capitalistus) pode ser facilmente classificado em 2 tipos. Aqueles que consideram que o indivíduo é o responsável pelo seu sucesso (e seu fracasso), e outros que acreditam que o Estado existe para ajudar aqueles que necessitam. Imagino que meus leitores já identificaram o que é o cerne democrata e o cerne republicano. É importante lembrar que Socialismo é visto como palavrão, em ambos os lados. Os Americanos (e eu também), não acreditam que uma sociedade diversa pode ser tabulada considerando todos como iguais. Somos sim iguais perante a lei, mas cada um tem o seu trabalho, suas manias, seus gastos, seus impostos a pagar, etc. Obama é taxado de socialista porque ele quer fazer o Estado participar mais da vida alheia, mas para mim não é porque ele quer fazer o Estado presente para quem mais necessita dele. Se vc tem dinheiro para pagar plano de saúde, excelente...pague...e deixe a saúde gratuita para não pode pagar. Minha lógica (e a dos democratas daqui) é mais ou menos por aí.

O preço disso tudo: IMPOSTOS. Mas rico você é, mas impostos você deve pagar, para ajudar os que necessitam do Estado. Lógico, não? Bem, no Brasil....a coisa é um pouquinho mais complexa. E aqui, os republicanos não acham que impostos necessitem subir para os mais ricos, e sim que o governo corte gastos com certos programa de ajuda (como o food stamps...o bolsa alimentação daqui). O sistema de taxação aqui é doido...em percentuais, óbviamente, eu pago mais impostos que o candidato republicano Mitt Romney, que é um empresário milionário. Non-sense, não é? O que o Obama tentou fazer: criar um super-imposto somente para os milionários. O projeto foi derrotado no Senado. E como aqui compra de voto e demais alianças sórdidas não acontecem tanto. O projeto morreu.

Nesta teia de fundo as eleições de novembro virão. De um lado Romney, um conservador mais ou menos, que já foi governador de Massachusetts (e foi bem liberal por lá) contra Obama, o "ultra-liberal". Eu torço por Obama e acho que ele ganha. Tudo depende da economia, e um pouquinho de dois outros fatores indiretos:
1) Obama foi o presidente que matou Bin-Laden.
2) Romney é Mormon.

A vitória de Romney nas primárias republicanas simboliza que o ultra-conservadorismo, apesar de alguns levantes isolados, está com os dias contados. As cidades cada vez ficam mais urbanas, e menos conservadoras. E democratas vencem nas cidades, perdem nos subúrbios ricos e na zona rural. E isso me deixa otimista para Novembro.

Texas? É um estado republicano por natureza, da mesma forma que Nova York é democrata. Mas Dallas, a terra de Georgie é democrata, Obama venceu por lavada em 2008 e espero que aconteça de novo.

Um comentário:

Elliot disse...

wow. it was organized in a brazilian way, but i enjoyed reading it (or the 90% that i actually understood)